|
|
» FRASES
“Eles me perguntaram se eu seria capaz de tocar baixo. Como eu tinha noções de música, resolvi arriscar.
Além do mais, eram só três acordes. Praticamente, meu primeiro contato com o baixo foi aprendendo as
músicas do Aborto.”
(Flávio Lemos, 1993)
“Ele errou uma música e eu joguei a baqueta nele.”
(Fê Lemos, falando sobre a briga com Renato Russo que culminou no fim do Aborto Elétrico em 1983)
“Teria sido uma das maiores bandas do Brasil.”
(Dinho, sobre o Aborto Elétrico, 1993, especial MTV)
“Pedíamos a tomada emprestada, tocávamos e ganhávamos sanduíche e cerveja. As pessoas foram
conhecendo a gente e a turma foi crescendo.”
(Flávio Lemos, sobre o início do Aborto Elétrico, 1998, Programa Turma da Cultura)
“Eu estava andando um belo dia pela rua e vi estes animais tocando na calçada. Animais, literalmente, porque
eles estavam barbarizando Brasília. Parei, olhei e achei a música deles uma droga.
Mas achei demais alguém interferindo no cotidiano da cidade.”
(Dinho, 1987, Revista Capricho)
“Formamos a banda sem saber tocar.”
(Loro Jones, 1985, Revista Bizz)
“A gente pegou tudo acontecendo. O rock pré-punk ficou grande demais. Nem todo mundo tinha
grana para pagar US$ 30 para assistir um show dos Rolling Stones, do Yes ou Pink Floyd.
Essa música ficou muito distante da garotada e houve reação punk. O punk foi essa coisa de incentivar
o faça você mesmo.”
(Fê Lemos, explicando o que acontecia na Inglaterra, em 1977 – quando ele e Flávio se mudaram
com a família para Leisester, a 200 quilômetros de Londres)
“Quando o Fê e o Flávio voltaram a Brasília com as malas cheias de discos dos Ramones, Jam,
The Cure e The Clash, a gente formou uma turma enorme para ouvir aquele rock. Surgiram vários grupos
que foram se modificando com o tempo. Ao todo, formávamos uma tribo de quase 200 pessoas.
O Dinho acha que eram umas dez bandas. Todas bebendo nessa mesma fonte criativa.”
(Loro Jones, 1987, Revista Capricho)
“Levem o irmão mais velho.”
(Flávio Lemos, 1986, dando um conselho para os fãs do Capital menores de idade, proibidos pela censura
de comprar o primeiro disco da banda)
“Nós éramos considerados alienados porque gostávamos de rock. Eu me sentia perdido naquela
discussão toda porque não tinha um discurso à altura para enfrentar o debate. Então resolvi prestar vestibular para Ciências Sociais. Mas não deu certo.”
(Dinho, 1987, Revista Capricho)
“A vida nunca me maltratou. Isso é uma piada. Também nunca matei meus pais. Não rasgo a roupa da empregada,
não quebro janelas...”
(Dinho, sobre a letra de “Psicopata”, 1987, Revista Bizz)
“Somos nós quem decidimos como deve ser a capa do disco ou onde devemos nos apresentar.
Os caminhos do Capital Inicial são determinados pelo próprio grupo.”
(Fê Lemos, 1987, Revista Capricho)
“Isso é mais do que normal. O Chacrinha é um espaço publicitário, uma vitrine, e nada mais natural que cobre
pelo tempo que cede aos artistas.”
(Fê Lemos, admitindo que a gravadora pagou para que o Capital se apresentasse no programa
Cassino do Chacrinha, 1987)
“Essa coisa das pessoas dizerem que você tem de viver sua obra, que ela tem de ser o retrato
da sua vida... Isso eram os românticos do século XIX, que morriam de tuberculose pra poder compor.
Grandes babacas! Hoje não existe mais isso. Você como artista, compositor, poeta, fala o que te der na telha.
Faz piadas, cria situações ou até relata suas experiências. Não tem de ter, necessariamente, uma relação com sua vida. Não é isso que vai definir se uma música é boa ou ruim.”
(Fê Lemos, 1987, Revista Bizz)
“Estou cagando e andando para essa porra de gravadora. Estou cagando para tudo. Caguei para a roupa.
E foda-se se o fotógrafo chegar aqui e perguntar: ‘não tem uma troca de roupa aí?’. Não, não tem.
E é assim que eu quero ser. Caguei para esse mercado babaca. Não tenho de fazer vitrine para ninguém. Estou trabalhando e a foto que vai sair do Loro na capa vai ser do jeito que ele quer e do jeito que ele se veste. Isso
também é uma puta independência.”
(Loro Jones, 1987, Revista Bizz)
“Acabando o show do Maracanã, eu olhei para trás, tinha uma multidão... Eu nunca vi um negócio tão grande,
eu nunca vou esquecer (...) Sabe por que valeu? Porque eu pude apertar a mão do Peter Gabriel. No último dia,
eu entrei no camarim e ele estava lá, sentadinho num canto. Eu fui lá, falei que adorava ele e fui embora.”
(Flávio Lemos, quando o Capital abriu os shows do Sting no Brasil, 1988, Revista Bizz)
“Existem poucas coisas nas quais acreditamos. Entre elas está o ritmo.”
(Dinho, 1988, especial TVE)
“O Capital Inicial é um grupo jovem. A gente faz música pra jovens e sobre jovens. A gente nunca pode perder esse contato senão a gente perde a razão de ser.”
(Dinho, 1990, especial Shopshow, TV Manchete)
“O sobrenome Jones é frescura mesmo. Acho que é porque eu gostava do Steve Jones.”
(Loro Jones, 1991, Revista Fama)
“Na verdade, meu apelido era Seboso, acabou virando Bozzo, que agora assino com dois zês para evitar confusões.”
(Bozzo Barretti, 1991, Revista Fama)
“Não estamos interessados em fórmulas de sucesso. O nosso compromisso é só com o que temos vontade de criar.”
(Dinho, 1991, Revista Fama)
“A gente ficava só olhando o equipamento dos caras – tudo o que a gente sempre quis ter,
só que custava US$ 20 mil.”
(Fê Lemos, sobre a banda de Sting, para quem o
Capital Inicial abriu os shows na turnê brasileira – 1988, Revista Bizz)
“Esse nosso terceiro disco vai ser completamente independente das preocupações com os ‘intelectuais’.”
(Dinho, 1988, sobre o álbum Você Não Precisa Entender, o mais pop do Capital)
“A maior característica do Capital Inicial é, justamente, o eclético. É essa multiplicidade de estilos.
Você nunca vai poder pegar um disco do Capital e dizer que determinada corrente é a que a
gente vai seguir (...) Eu gostaria que, no futuro, o Capital ficasse conhecido pela sua imprevisibilidade.
Que as pessoas nunca soubessem de antemão o que a gente fosse lançar. Considero isso uma grande virtude.”
(Dinho, 1988, especial da TV Bandeirantes)
“Ninguém muda a cabeça de ninguém. A influência que uma música pode ter no público é a pessoa se identificar com o que a gente fala. E isso vai ser um fator para juntar essas pessoas.“
(Flávio Lemos, 1988, especial da TV Bandeirantes)
“Eu acho que, dentro do rock, você tem as tendências mais opostas e, no entanto, todas são rock’n’roll.
É uma atitude de irreverência, de energia, sobretudo.”
(Dinho, 1988, especial da TV Bandeirantes)
“Você pode escolher ‘Os Zebras’. Se você vier a ser um sucesso, aí tá em cima. Belo nome. Agora, se ‘Os Zebras’ forem uns bundas moles, foi um péssimo nome o escolhido.”
(Fê Lemos, 1988, sobre o nome de uma banda, especial da TV Bandeirantes)
“Era estrategicamente importante aproveitar o Hollywood Rock para lançar o disco. Mas nós não tínhamos obrigação nenhuma de gravá-lo. Nós que peitamos, nós que falamos: ‘vamos conseguir fazer’. E vivemos três meses de pesadelo. De novo, outro pesadelo de ter que fazer um disco na marra. Estúdio marcado para um mês depois e dez músicas para compor.”
(Flávio Lemos, sobre a gravação do álbum “Todos os Lados” – 1990, Revista Bizz)
“Eu mandei a música para o Humberto e ele mandou a letra. Os contatos foram apenas telefônicos, mas ele foi muito gentil, super gente fina, e gostou da participação.”
(Dinho, sobre a parceria com Humberto Gessinger em “Olhos Abertos”, 1990, Revista Bizz)
“O problema de gravar músicas dos outros é o autor não gostar. Você pode atrapalhar, a música está aí há anos,
é vista de uma maneira supergrandiosa. De repente, cinco moleques vão lá fazer uma versão e fica horrível.”
(Loro Jones, 1990, Revista Bizz)
“É o inverso do terceiro. É vida o tempo todo.”
(Bozzo Barretti, sobre o álbum “Todos os Lados” – 1990, Revista Bizz)
“Ele pode até te morder.”
(Fê Lemos, completando o comentário de Bozzo)
“No começo, ficamos com um pouco de medo, porque era um clima diferente das outras composições. Começamos
a tocá-la nas jam-sessions que rolavam no estúdio; o som ficou uma coisa tipo anos 70, caiu redondo e, no final, a presença dela era imprescindível.”
(Loro Jones, em 1990, sobre a regravação de “2001”, dos Mutantes, em release da Polygram)
“Foi um amadurecimento. Você vai crescendo, não vai querer escrever que você quer cheirar benzina. Você começa
a tocar melhor seu instrumento, querer ser um músico em vez de ser um punk. O Capital traz essas mudanças
refletidas nos discos.”
(Fê Lemos, 1991, Programa Livre)
“Este novo disco é, principalmente, uma tentativa de resgatar a alegria, a energia e a espontaneidade do primeiro LP.”
(Dinho, sobre o álbum “Eletricidade”, 1991, release da BMG)
“No Rock in Rio, que é um showzinho simples, a gente não passa som.”
(Bozzo Baretti, criticando a desorganização da segunda edição do festival – 1991, no extinto
Matéria Prima, TV Cultura)
“Nos shows, eu parecia o homem-polvo.”
(Bozzo Barretti, lembrando a fase mais pop do Capital, em 1991, na 89FM – SP)
“Esse cara é uma das melhores performances de palco que eu já vi no Brasil.”
(Bozzo Barretti, sobre Dinho, em 1992, no Clip Trip, CNT/Gazeta)
“Tem dois tipos de música que eu não gosto: sertanejo e ópera.”
(Bozzo Barretti, em 1992, no Clip Trip, da CNT/Gazeta)
“Quando eu parei de estudar, meu pai cortou minha mesada. Aí, trabalhei três meses num banco, mas não aguentei.
Então resolvi viver de música mesmo.”
(Fê Lemos, 1992, Revista Carícia)
“Metallica pra mim é a maior do mundo.”
(Loro Jones, 1993, Programa Livre)
“Acontecia de você chegar no hotel e encontrar um bando de mulheres na sua cama. E você não sabia nem quem
elas eram. Você transava e não sabia nem o nome da pessoa. O ambiente do rock’n’roll é muito sedutor.”
(Dinho, sobre o começo do sucesso do Capital, 1993, Revista Sexy)
“Fui numa festa da turma do Cazuza. Eles eram de uma promiscuidade inacreditável. Tipo ‘todo mundo bêbado,
ninguém é de ninguém’. Todo mundo parecia homossexual, homem com homem, mulher com mulher(...) Foi um
baque pra mim porque o sexo sempre tinha sido uma coisa mais tenra, mais dedicada, mais romântica. E, nessa festa,
eu tinha visto o sexo pela primeira vez como putaria.”
(Dinho, 1993, Revista Sexy)
“A gente brigava por qualquer coisa. Eles se irritavam por qualquer coisa e vice-versa. Então, antes que virasse
uma briga generalizada, eu decidi sair.”
(Dinho, sobre sua saída do Capital Inicial em 1993)
“Acho que vai ser melhor pra todo mundo.”
(Idem)
“E o pior é que a soma do que os dois venderam dá dez por cento do que vendeu o disco de menos
sucesso do Capital.”
(Dinho, sobre a baixa vendagem dos CDs de sua carreira solo, “Vertigo” e “Dinho Ouro Preto”, 1998, Jornal Correio Braziliense)
“O próximo disco está vindo uma pauleira. Está superlegal.”
(Fê Lemos, sobre o que seria o álbum “Rua 47”, 1993, Programa Livre)
“O som está mais pesado e ao mesmo tempo mais solto. Livre das amarras e ‘conceitos’, que prejudicaram a espontaneidade e a energia do grupo nos últimos discos.”
(Idem, Revista Showbizz)
“O nome é Vertigo, ‘vertigem’, como no filme do Hitchcock. É rock. Só que mais pesado. Sem teclados.
A orientação é toda pra guitarra. Será assim meio punk psicodélico. Uma mistura de Ramones com Jimi Hendrix.”
(Dinho, sobre a nova banda, 1994, Revista Carícia)
“Sou muito instável como fã. (...)Eu era alucinado por Led Zeppelin. Mas passo por umas fases em que adoro esses caras, depois encho o saco.”
(Dinho, 1994, Revista Carícia)
“O escritor Oscar Wilde tem uma frase que eu adoro: ‘Só pessoas superficiais não ligam para as aparências’.
E o rock é muito fetichista, o visual faz parte do conjunto.”
(Dinho, dizendo que não era vaidoso, em 1994, quando ele ainda usava dreadlock, Revista Carícia)
“Nos meus 15, 16 anos, fui muito envolvido com a militância política secundarista. Era todo politizado, só via filmes de diretor cabeça. Nada de filme americano. Foi minha época mais radical. Talvez eu fosse bem chato.”
(Dinho, contando que teve uma adolescência marcada pela rebeldia, 1994, Revista Carícia)
“Acredito em Deus mas não tenho religião. Não acho que Deus possa estar preocupado se alguém trai o marido
ou não. Ele tem mais o que fazer. Gosto mesmo é de Astronomia. Quando você vê as manchas de Júpiter, os anéis de Saturno... se dá conta do tamanho da criação e do mundo, percebe que Deus não pode estar se preocupando com picuinhas.”
(Dinho, 1994, Revista Carícia)
“Sou mais tranquilo, encaro os problemas sem tanto drama. Antes sofria por qualquer coisa. Às vezes ainda estouro, exagero e me arrependo depois. Também sou indisciplinado e preguiçoso.
Mas, apesar disso, realizo tudo o que desejo.”
(Dinho, sobre a diferença entre o Dinho de 1994 e o que começou no Capital, 1994, Revista Carícia)
“Ô, viado, o que cê tá fazendo aí? Sobe pra cá que tu vais estrear amanhã.”
(Loro Jones, 1993, chamando Murilo, que estava em Santos, para assumir os vocais do Capital Inicial)
“Nós vamos detonar.”
(Murilo Lima, sobre sua entrada no Capital Inicial, 1993)
“O lance é que o Capital não rolou sem o Dinho e o Dinho não rolou sem o Capital.”
(Loro Jones, 1998, no Jornal Folha de São Paulo)
“Não posso falar pelos outros, mas eu estava em crise de consciência com o que achava que o
Capital tinha virado e com o que diziam da banda. Não sei o que seria se o Capital tivesse gravado esses anos todos. Talvez tivéssemos queimado totalmente o filme.”
(Dinho explicando sua saída do Capital, em entrevista à 89FM-SP)
“O risco é viver de passado. Temos que nos superar e honrar o que já fizemos. Não sei como vão ser as
novas canções, mas tenho que tentar. Afinal, estou só com 33 anos e não 50.”
(Dinho, sobre a sua volta ao Capital, 1998, Jornal Correio Braziliense)
“Ao longo dos anos de separação aprendi muito. Primeiro, porque me surpreendi em ver o quanto a banda era
querida. Depois, porque lançaram um disco com o melhor do Capital Inicial, que chegou a disco de ouro. Isso sem marketing, sem porra nenhuma. Então, comecei a olhar para trás e ver que não tinha motivos pra ter tanta vergonha. Comecei a entender melhor essa rejeição que senti pela banda como uma coisa natural do rock, que é
pendular, sacou? O que é ruim hoje, amanhã vai ser legal.
(Dinho sobre a superação da rejeição pelo Capital, em 98)
“Nossa geração era de conteúdo, tinha uma função social, e a geração dos anos 90 é o contrário. Por isso,
está aí o É o Tchan.”
(Dinho, 1998, Jornal Folha de São Paulo)
“A turma dos anos 90 é uma geração-formato, enquanto a dos anos 80 é uma geração-conteúdo.”
(Fê Lemos, completando o raciocínio de Dinho, 1998, Jornal Folha de São Paulo)
“Está havendo meio que um revival da nossa geração. Eu não queria que a gente fosse uma banda só com passado. Quero ir pra frente, fazer músicas novas.”
(Dinho, 1998, Programa Turma da Cultura)
“Acho que a gente está se rendendo ao óbvio: funcionamos juntos.”
(Dinho, 1998, sobre a volta do Capital, especial da Brasil 2000 FM – SP)
“Toda a história que a gente fez está viva. Nosso repertório é muito atual, não estamos fazendo mímica de
roqueiro velho, estamos com ânimo genuíno.”
(Fê Lemos, 1998, Jornal Correio Braziliense)
“Havia muito adolescente na platéia que se surpreendia com o nosso som. Depois dessa parada, parece que
voltamos a fazer sentido para o público.”
(Fê Lemos, sobre a turnê comemorativa dos 15 anos do Capital, 1998, Jornal O Estado de São Paulo)
“O rock de Brasília é muito mais importante do que a gente imagina, mas sempre foi alimentado por uma rivalidade
entre nós. Ninguém se ajudava e isso nos enfraqueceu. Acho que o rock de Brasília é tão importante quanto a
Tropicália. (...) A gente não precisa ter complexo de inferioridade ou passar a fazer MPB para ser respeitado.
Não, cara, é rock. Rock puro, rock de Brasília.”
(Dinho, 1998, Revista Bizz)
“No primeiro disco, achávamos que sabíamos de tudo. Dali em diante, passamos a achar que não sabíamos de nada.”
(Fê Lemos, 1998, Jornal O Estado de São Paulo)
“Eu preferiria que fossem lançados daquele jeito mesmo, uma tosquice do cão. Às vezes ouço os discos e fico encabulado. Eu canto tão mal!”
(Dinho, sobre os primeiros discos do Capital, 1998, Revista Bizz)
“Foi bom termos parado de tocar por cinco anos. Evitamos o risco de fazer um disco grunge ou techno para
sobreviver ou seguir a moda. Quem não tem o que falar deve ficar calado.”
(Capital, 1998, em entrevista ao Jornal Estado de Minas)
“Sexo, drogas, rock'n'roll e techno! Chegava todo dia em casa às sete da manhã. Neguinho tomava ácido e ficava babando na calçada. É auto flagelação. Saí desse buraco pra me casar. Agora, vamos ter nosso segundo filho. Eu vi a luz!”
(Dinho antes do nascimento de sua segunda filha, Isabel, explicando como foram os anos sem o Capital)
“O que eu queria é que a nossa geração fosse a primeira a envelhecer fazendo rock’n’roll. Queria que daqui a dez anos um moleque pudesse ir a um show do Capital e ver um bom show de veteranos do rock.”
(Dinho, 1998, Jornal Folha de São Paulo)
“Há um estigma alimentado por certos setores da mídia de que o rock tem de ser subversivo e não concordamos com isso. O glam rock era imbecil, mas era legal, assim como é legal que o Sonic Youth tenha gravado ‘Superstar’ dos Carpenters – provando que a música pop se comporta em movimentos pendulares, o que é malhado hoje vira cult de novo amanhã.”
(Dinho, 1998, Jornal O Estado de São Paulo)
“Foi preciso chegar até a nossa terceira gravadora para sermos tratados como um grupo de rock e não, um
produto pop qualquer. Nas nossas duas casas anteriores, éramos tratados da mesma forma que todos. Daí, a
sonoridade da maioria dos discos produzidas nos anos 80/90 ter aquela marca registrada de pasteurização.”
(Dinho, sobre o contrato com a Abril Music, 1998, Jornal O Tempo)
“Bem, estamos no décimo lugar em execução nas rádios de São Paulo e tem nove pagodeiros na nossa frente. A gente cresceu fazendo rock e vai envelhecer fazendo rock.”
(Dinho, sobre a receptividade que o novo álbum “Atrás dos Olhos” poderia ter, 1998, Revista Bizz)
“É muito mais sereno. Se o Capital tocasse nas rádios, como rola hoje, há seis ou sete anos, acho que eu estaria saindo pra beber. Agora, estou muito mais na boa. Estou feliz, mas procuro moderar o entusiasmo. Mesmo que o
Capital venda pra caralho, aprendi como o tempo pode ser ingrato. Já fiz de tudo. Enfiei o pé na jaca de um jeito industrial. Agora, estou preocupado em fazer música, cara.”
(Dinho, sobre o sucesso agora)
“Hoje, o garoto ouve ídolos que cantam em português. Eu só tinha ídolos que cantavam em inglês. Hoje o garoto
escuta Legião, Titãs...”
(Fê Lemos, sobre o novo público, que era criança quando o Capital começou e hoje vai aos shows da banda)
“Dos 19 aos 29, a banda era tudo na minha vida. Até hoje chegam para mim e perguntam: ‘Você não é o Dinho do Capital?’ Bem, Do Capital virou meu sobrenome.”
(Dinho, lembrando a força que o Capital tinha no começo, 1998, Jornal Correio Braziliense)
“Fomos apresentados com uma reverência quase religiosa a um sujeito que a princípio não causava grande
impressão, ele era magérrimo, com um cabelo meio bombril, óculos fundo de garrafa e uma roupa alguns números maiores que o seu. Eu já o conhecera como vocalista e guitarrista do Aborto, agora eu sabia seu nome: Renato Manfredini(...).”
(Trecho do livro que Dinho está escrevendo sobre a Turma da Colina)
“A gente tinha ficado muito arrogante nos anos 80. Eu tinha 20 anos e ganhava mais dinheiro que meu pai. Mulheres, fama... É meio ridículo falar isso, mas nós tínhamos ideais quando começamos."
(Dinho, em entrevista à 89FM)
|